A Salesforce, maior fornecedora mundial de software de gestão de relacionamento com o cliente, registrou queda de 33% em 2026. A empresa reposiciona-se em torno da plataforma de IA Agentforce, que integra agentes autônomos em fluxos de trabalho empresariais. Analistas, contudo, apontam um potencial de alta de quase 200% para a ação, apesar do desempenho inferior ao do S&P 500.
A queda da Salesforce ocorreu em um contexto de desvalorização setorial, catalisada por alertas de empresas como a IBM sobre a realocação de orçamentos de TI para infraestrutura de IA. A preocupação é que grandes corporações reduzam licenças de software tradicional para financiar gastos com GPUs, colocando a empresa no foco de atenção. O desempenho da ação foi notavelmente fraco, caindo 34,05% no ano, enquanto o S&P 500 acumulou 8,82%.
Apesar do cenário de baixa, os fundamentos da empresa mostram melhoria. No primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, a Salesforce reportou lucro por ação (EPS) de 3,88 dólares, superando a expectativa de 3,13 dólares, e receita de 11,13 bilhões de dólares, com crescimento de 13,3% ano a ano. A receita recorrente anual (ARR) da Agentforce atingiu 1,2 bilhão de dólares no mesmo período, um aumento de 205% ano a ano.
O otimismo de analistas, como Dan Ives da Wedbush, baseia-se na monetização da Agentforce como um ciclo de atualização estrutural. Ives estabeleceu meta de preço de 475 dólares, o que implica um potencial de alta de cerca de 173%. A gestão da empresa elevou a previsão de receita para o ano fiscal de 2027 para entre 45,9 e 46,2 bilhões de dólares.

