O estado de São Paulo registrou 18.805 prisões de adultos e apreensões de menores infratores em julho, o maior volume para o mês desde 2020. O dado, divulgado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), indica um crescimento de 1,7% em comparação às 18.488 ocorrências do mesmo período no ano passado.
As prisões em flagrante foram o principal fator de alta, subindo de 10.350 para 10.929, um aumento de 5,6%. As apreensões por mandado judicial também cresceram, saltando de 192 para 230 casos. No acumulado de janeiro a julho, as forças de segurança realizaram 129.281 detenções, superando as 128.483 registradas nos primeiros sete meses do ano anterior.
O interior paulista concentrou a maioria das ocorrências, com 12 mil prisões, alta de 6,5% frente às 11.266 de julho de 2025. Na Grande São Paulo, o número foi de 2.930, contra 2.889 no ano passado. Segundo o secretário da Segurança Pública, delegado Osvaldo Nico Gonçalves, o aumento de flagrantes mostra a presença policial no momento do crime.
O coronel Henguel Ricardo Pereira, secretário executivo, informou que o programa Muralha Paulista, que utiliza reconhecimento facial integrado a câmeras, ampliou a capacidade de localizar foragidos. A integração das forças e o trabalho de inteligência também foram citados como fatores para a produtividade policial.
A atuação resultou na apreensão de 1.237 armas ilegais em julho, alta de 25,7% em relação ao ano anterior, incluindo 21 fuzis. Na capital, as apreensões de armamentos subiram 42,1%, passando de 223 para 317. No interior, o volume foi de 754 armas, contra 627 no mesmo mês de 2025.
As polícias recolheram 17,5 toneladas de drogas em julho, sendo 12 toneladas de maconha e 2,6 toneladas de cocaína. A apreensão de entorpecentes na capital quase dobrou, subindo de 2,9 para 5,7 toneladas. Na Grande São Paulo, o volume registrado foi de 1,4 tonelada, contra 1,2 tonelada no ano passado.

