A Secretaria do Estado de Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou sete novos casos de sarampo na última semana, totalizando 23 diagnósticos no estado em três cidades. Os casos, que são majoritariamente relacionados à importação, expõem a baixa cobertura vacinal paulista, que atinge 77,5% na primeira dose.
Os 23 casos confirmados em São Paulo incluem dois de origem importada e os demais ligados a essa situação, embora a fonte de infecção não tenha sido identificada. A SES-SP informou que dezesseis pacientes não possuíam histórico de vacinação ou tinham o esquema incompleto. Além da capital, foram registrados casos em São Bernardo do Campo e Guarulhos.
Diante do surto, o Ministério da Saúde recomendou a revacinação irrestrita para moradores das três cidades, abrangendo pessoas de 6 meses a 59 anos, com reforço. Essa estratégia deve ocorrer até 1º de setembro. A pasta também orientou a aplicação de uma “dose zero” para bebês entre 6 e 11 meses de vida, sem substituir as doses de rotina.
Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), declarou que o risco de contágio é alto devido à grande rede de contatos em áreas de aglomeração. A SES-SP reforçou o envio de 150 mil doses para a capital e 80 mil para São Bernardo do Campo. Gatti afirmou que, apesar dos casos, o Brasil mantém o certificado de eliminação do sarampo, desde que as coberturas vacinais permaneçam elevadas.

