O Brasil enfrenta risco de reintrodução do sarampo, apesar de ter sido declarado livre da doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2024. O Ministério da Saúde registrou três casos da doença neste ano, enquanto especialistas apontam a alta incidência no continente como fator de preocupação.
O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI) afirmou que o país está sob “risco iminente” de reintrodução do vírus. Esse cenário é reforçado pelos dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que indicou que os três países anfitriões da Copa do Mundo concentraram 67% das infecções do continente em 2025.
Apesar de a cobertura vacinal brasileira em 2025 ter atingido 92,66% para a primeira dose e 78,02% para o reforço, especialistas alertam para a circulação do patógeno. Um infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) comentou que mesmo países com boa cobertura vacinal correm risco de contaminação.
A prevenção é a principal medida contra o sarampo, doença altamente contagiosa. O Ministério da Saúde recomenda a aplicação da tríplice viral pelo menos 15 dias antes de viagens internacionais. O calendário atual prevê a primeira dose para crianças de 12 meses, com reforço aos 15 meses.


