O sarampo, doença infecciosa e altamente contagiosa, pode provocar pneumonia, inflamação no cérebro, sequelas e morte. Especialistas reforçam que a vacinação é a principal medida para evitar as complicações, especialmente com o aumento de casos em São Paulo.
O vírus se transmite pelo ar, através de tosse, espirro ou fala. Renato Kfouri, médico infectologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que, como não existe tratamento específico, a vacina serve como ferramenta principal de prevenção.
O Ministério da Saúde expandiu a recomendação da vacina contra sarampo no estado de São Paulo, indicando o imunizante para pessoas de seis meses a cinquenta e nove anos, mesmo quem já foi vacinado em surtos anteriores. Alberto Chebabo, médico infectologista e presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), aponta que crianças pequenas e pacientes imunossuprimidos são mais suscetíveis a quadros graves.
As complicações incluem pneumonia, que ocorre em cerca de uma a cada vinte crianças infectadas, e encefalite, uma inflamação cerebral rara. A encefalite aguda pode levar à morte em até dez por cento dos casos. Além disso, Kfouri menciona que a doença causa amnésia imunológica, deixando indivíduos vulneráveis a outras infecções por três a seis meses.
Os sinais mais comuns do sarampo são febre alta, superior a 38,5°C, e manchas vermelhas no corpo, que surgem após três a cinco dias. O Ministério da Saúde orienta que qualquer pessoa com esses sintomas procure um serviço de saúde imediatamente.


