A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) alertou, nesta quinta-feira (27), que a influência do El Niño no estado pode acelerar o ciclo de desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti. O fenômeno climático, que provoca altas temperaturas e baixa umidade, aumenta o risco de transmissão de dengue, zika e chikungunya.
O secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos, informou que Goiás registra há mais de três semanas temperaturas superiores a 34°C e umidade relativa do ar abaixo de 20%. Segundo Santos, as condições climáticas impactam principalmente idosos, crianças, recém-nascidos, gestantes e pessoas com doenças crônicas cardiovasculares, renais e pulmonares.
Para mitigar os efeitos, a SES-GO estruturou um plano de emergência em saúde pública. O planejamento ocorre em conjunto com os 246 municípios goianos para identificar riscos regionais e evitar a sobrecarga do sistema de saúde. As medidas incluem o reforço de estoques de medicamentos, manutenção de unidades de saúde e proteção de vacinas contra interrupções de energia.
A subsecretária de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, explicou que a ausência de chuvas não interrompe a transmissão de arboviroses. Em Goiânia, por exemplo, houve aumento de casos de chikungunya durante o período seco. Amorim afirmou que, na estiagem, os criadouros costumam estar dentro das residências, como em vasos de plantas, bebedouros de animais e caixas-d’água destampadas.
O governo estadual também monitora o aumento de casos de desidratação devido ao calor e à baixa umidade. Por isso, a pasta avalia o reforço nos estoques de soro. A subsecretária pontuou que a preparação da rede deve considerar os diferentes cenários climáticos previstos até maio de 2027.
As autoridades recomendaram que a população realize vistorias nos quintais a cada cinco dias para eliminar focos de água parada. Rasível Santos alertou que a escassez hídrica pode levar ao armazenamento inadequado de água, criando novos criadouros para o mosquito.


