A saúde ocular em São Paulo enfrenta desafios, com 24% dos moradores da capital sofrendo com olho seco, segundo dados recentes. O Dia da Saúde Ocular reforça que muitas doenças visuais são silenciosas no início, exigindo acompanhamento médico regular para prevenir a perda de visão.
Problemas como catarata, glaucoma e retinopatia diabética podem evoluir sem sintomas nas fases iniciais, tornando o diagnóstico precoce essencial. A oftalmologista Myrna Serapião, do H.Olhos, afirmou que o diagnóstico precoce “muitas vezes, previne a evolução de doenças ou ajuda a tratá-las precocemente”. Doenças como glaucoma, por exemplo, demandam monitoramento constante, visto que não possuem cura.
Além das consultas, hábitos diários impactam a saúde dos olhos. A médica orientou que manter alimentação equilibrada, controlar doenças crônicas e evitar o tabagismo são medidas importantes. Ela também recomendou proteger os olhos com óculos de sol desde a infância e fazer pausas ao usar telas, pois a exposição contínua reduz a frequência de piscadas e pode causar irritação.
Para quem necessita de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o primeiro passo é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A partir dessa avaliação, o paciente pode ser encaminhado a Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) ou centros de reabilitação, dependendo da complexidade do caso. A rede pública paulista disponibiliza diversas unidades especializadas na capital.


