A taxa de pré-aprovação de empréstimo pessoal no Brasil alcançou 66,6% em janeiro de 2026, segundo o Índice Juros Baixos de Empréstimo (IJBE). O resultado representa alta de 8,7 pontos percentuais em doze meses. A análise indica que o score de crédito, a situação do CPF e a ocupação profissional definem a aprovação mais que a região de moradia do solicitante.
O IJBE aponta o Score Interno, pontuação de risco baseada no comportamento do solicitante, como fator de maior peso na concessão. Pessoas com score acima de 800 tiveram taxa de aprovação 4,7 vezes maior que aquelas com pontuação abaixo de 500. Apenas 26% dos solicitantes possuem Score Interno superior a 700, o que explica a distância entre a demanda e o volume de aprovações.
Restrições no CPF ainda limitam o acesso ao crédito. Em janeiro de 2026, 46% dos solicitantes tinham restrição, mas apenas 19% desse grupo obteve aprovação, mantendo um descompasso de 27 pontos percentuais nos 15 meses analisados. A ocupação também é relevante: trabalhadores com carteira assinada (CLT) tiveram taxa de aprovação 2,3 vezes maior que os informais.
Em março de 2026, o Banco Central reduziu a taxa Selic para 14,75% ao ano. Contudo, o Indicador de Custo do Crédito (ICC) subiu de 22,0% para 24,2% no mesmo período, indicando que a queda nos juros básicos não foi repassada imediatamente ao custo final para o tomador. Um especialista da Juros Baixos afirmou que o endereço pesa menos do que muitos imaginam.


