A seca alcança um nível recorde na República Tcheca, com um terço do território sem umidade desde o começo do ano, segundo um servidor de monitoramento. O déficit hídrico já causa danos significativos às plantações e à paisagem nacional.
O servidor informou que a falta de umidade do solo não é um problema recente, atingindo também outras áreas de maior altitude, como a região de Vysočina, e afetando parcialmente as áreas montanhosas. Anos anteriores, como dois mil e três, dois mil quinze, dois mil dezessete, dois mil dezoito, dois mil dezenove e dois mil vinte e dois, também registraram déficit hídrico considerável.
O problema já impacta as culturas agrícolas e a paisagem. Trabalhadores do órgão de monitoramento relataram o ressecamento de gramíneas, alfafa, milho, beterraba sacarina e árvores frutíferas, gerando perdas de produtividade e problemas com a alimentação do gado. Há também redução da água em riachos e poços rasos, além da queda no nível de água subterrânea.
Apesar de chuvas esperadas para domingo e segunda-feira, que trouxeram umidade em alguns pontos, os especialistas previram que a umidade do solo permanecerá reduzida em pelo menos cinquenta por cento do território nacional nos próximos dez dias. O governo reagiu à situação, reativando a Coalizão Nacional contra a seca, liderada pelo primeiro-ministro Andrej Babiš.
Babiš designou a tarefa de mapear de quinhentos a mil locais críticos onde a água desaparece mais rapidamente, para que a seca possa ser combatida de forma direcionada. Representantes da oposição manifestaram ceticismo às ações do gabinete, pedindo maior foco nos riscos climáticos e menos burocracia para os agricultores.


