A Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) alerta que a seca poderá atingir três quartos da população mundial até 2050. O evento, que ocorre em Ulan Bator, Mongólia, reúne representantes globais para discutir soluções contra a degradação de solos.
A desertificação já afeta cerca de 40% das áreas terrestres do planeta, impactando diretamente 3,2 bilhões de pessoas, segundo dados oficiais. Anualmente, cerca de 100 milhões de hectares de terras produtivas são degradados, gerando perdas econômicas estimadas em US$ 880 bilhões.
Autoridades ambientais indicam que o cenário tende a piorar. Estima-se que, a partir de 2030, 700 milhões de pessoas possam ser deslocadas por causa da escassez de água e da perda de ecossistemas.
Pesquisadores reforçaram que o problema vai além do avanço de desertos, englobando a perda de propriedades físicas e biológicas dos solos. Tamsir Mbaye, pesquisador do Instituto Senegalês de Pesquisa Agrícola, afirmou que os compromissos precisam virar ações concretas.
O Brasil participa da conferência com a maior delegação já enviada ao encontro da ONU. O país apresentará experiências de adaptação à seca e recuperação de áreas degradadas, focando nas ações do Semiárido e da Caatinga.

