Um segurança preso por envolvimento na morte de um ciclista em Copacabana, no Rio de Janeiro, disse em depoimento que alertou um colega para não agredir a vítima. O homem, que se identificou como Jorge Luiz Ricardo Dias, alegou ter pedido para que o outro preso se afastasse do local.
O ciclista, de trinta e sete anos, morreu após ser espancado na Zona Sul do Rio, na noite do dia onze de agosto. A morte ocorreu após ele ser confundido com um ladrão, pois estava com uma bicicleta elétrica que, segundo a família, pertencia à irmã.
Em depoimento na 12ª DP de Copacabana, Jorge Luiz Ricardo Dias afirmou não ter agredido a vítima. Ele declarou que Davi Santos Machado, outro preso, pegou um cassetete em um restaurante para atacar o ciclista. Jorge também disse que acredita que Davi deu ordens e instigou dois entregadores do iFood, Felipe Eduardo dos Santos Silva, de vinte e três anos, e Ailton José da Silva, de vinte e quatro anos, a cometerem o crime.
As imagens de câmeras de segurança registraram o espancamento, que durou mais de sete minutos. Os vídeos mostram três homens agredindo o ciclista com socos, chutes e pauladas, sendo que um deles desferiu pelo menos trinta golpes com um pedaço de madeira. O homem foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu.
A polícia identificou quatro homens envolvidos no homicídio qualificado: os dois seguranças e os dois entregadores. O delegado da 12ª DP afirmou que o crime começou com a abordagem pela bicicleta e classificou a ação como cruel, pois a vítima não teve chance de se defender.

