O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14,25% para 14% ao ano, na quarta-feira (5). A medida barateia financiamentos, mas diminui o retorno de investimentos de renda fixa, que apresentam rendimentos distintos para R$ 1 mil aplicados.
A decisão, a quarta redução consecutiva do mesmo porte, altera o cenário financeiro. Enquanto empréstimos ficam mais acessíveis, o retorno de aplicações de renda fixa sofre impacto. Apesar de a Selic permanecer alta, a expectativa de cortes futuros é incerta, segundo a autoridade monetária. O Boletim Focus indicou que a projeção de inflação para 2026 recuou para 5,3%, mantendo-se acima da meta de 4,5%.
Com a taxa em 14%, os investimentos de renda fixa que acompanham o CDI ou a Selic, como CDBs e Tesouro Selic, oferecem retornos específicos. Uma simulação mostra que R$ 1 mil renderia R$ 1.117 após um ano em um CDB pagando 100% do CDI ou no Tesouro Selic, descontado o Imposto de Renda. Já na poupança, o rendimento projetado para o mesmo período seria de R$ 1.084.
É importante notar que, embora os títulos atrelados ao CDI e à Selic garantam ganho acima do principal, o risco de crédito dos bancos emissores de CDBs e LCAs deve ser considerado. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) cobre até R$ 250 mil por conglomerado financeiro em caso de inadimplência, mas esse recurso pode ter demora na liberação.


