O Senado Federal intensificou a atuação do Senado Verifica, serviço de combate à desinformação, para enfrentar a circulação de vídeos manipulados e áudios clonados nas eleições de 2026. A iniciativa ocorre em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir o acesso a informações confiáveis durante o processo de votação.
Criado em 2020, o canal recebe perguntas de cidadãos, consulta fontes oficiais e verifica afirmações sobre regras eleitorais e a escolha de representantes para a Casa. O serviço funciona via WhatsApp, pelo número 61 98190-0601, e terá atendimento especial das 9h às 17h no dia 4 de outubro, data do primeiro turno.
A cooperação com o TSE, firmada em 2022 por meio de um protocolo de intenções, foca na divulgação de dados sobre urnas eletrônicas e fiscalização do pleito. A gestora do Núcleo de Assessoria de Imprensa do Senado, Ester Monteiro, explicou que o trabalho divide-se entre o monitoramento de conteúdos enganosos e a educação midiática.
Monteiro afirmou que o objetivo não é apenas desmentir informações após a viralização, mas preparar o eleitor para reconhecer estratégias de manipulação e avaliar a autoria e o contexto dos conteúdos antes do compartilhamento. A equipe produz reportagens, podcasts e vídeos educativos para esse fim.
Uma das principais preocupações para 2026 é o uso de inteligência artificial para a criação de deepfakes. Normas do TSE obrigam a identificação de conteúdos produzidos por IA na propaganda eleitoral e proíbem o uso de mídias sintéticas para favorecer ou prejudicar candidaturas, bem como a recomendação de partidos por sistemas automatizados.
O Senado Verifica não substitui a Justiça Eleitoral, não investiga crimes nem aplica sanções. Conteúdos suspeitos que comprometam a integridade das eleições devem ser enviados ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral do TSE, enquanto denúncias de propaganda irregular devem ser encaminhadas ao sistema Pardal.

