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Política

Senado aprova cassação do mandato de Dilma Rousseff

Carla Fernandes
Última atualização: 31 de agosto de 2026 16:00
Carla Fernandes
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Tempo: 3 min.
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O Senado Federal aprovou, nesta segunda-feira (31), a cassação do mandato da então presidente Dilma Rousseff (PT), completando dez anos da decisão ocorrida em 2016. Por 61 votos a 20, os senadores decidiram pela perda do cargo, o que levou o então vice-presidente Michel Temer (MDB) a assumir a Presidência no mesmo dia.

O processo de impeachment ocorreu em meio a uma crise econômica e política. Dilma iniciou o segundo mandato em janeiro de 2015 com queda de popularidade e enfrentou manifestações populares em diversas cidades. No mesmo período, a Operação Lava Jato ampliava investigações sobre corrupção na Petrobras, empreiteiras e partidos, fragilizando a base de apoio do governo no Congresso.

Em março de 2016, o PMDB rompeu oficialmente com a Presidência. A ruptura foi considerada determinante por envolver uma das maiores bancadas do Legislativo. Paralelamente, o país enfrentava recessão econômica, com alta na inflação e no desemprego.

A denúncia formal foi aceita em 2 de dezembro de 2015 pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal acusaram a presidente de crime de responsabilidade devido a pedaladas fiscais e à edição de decretos que ampliaram créditos orçamentários sem autorização legislativa.

Após a aprovação na Câmara em 17 de abril de 2016, com 367 votos favoráveis, o processo seguiu ao Senado. Em 12 de maio, os senadores aprovaram a abertura do processo por 55 votos a 22, afastando Dilma temporariamente. O julgamento final, conduzido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, começou em 25 de agosto.

Além da cassação do cargo, o Senado realizou votação sobre a perda dos direitos políticos da ex-presidente. A proposta obteve 42 votos favoráveis, 36 contrários e três abstenções. Como não atingiu o mínimo de 54 votos, Dilma manteve os direitos políticos.

A ex-presidente candidatou-se ao Senado por Minas Gerais em 2018, mas não foi eleita. Em março de 2023, foi eleita presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco dos Brics, após indicação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

TAGGED:brasil-2016Crise PolíticaDilma RousseffImpeachmentSenado Federal
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