O Senado dos Estados Unidos aprovou a nomeação de Daniel Perez para embaixador americano no Brasil nesta sexta-feira (7). A votação, apertada, confirmou o cubano-americano em um pacote de indicações. A nomeação, contudo, depende do aval do governo brasileiro, que adiou a análise até após as eleições presidenciais de outubro.
A aprovação de Perez conclui a etapa legislativa de sua indicação, mas o cargo permanece vago desde janeiro do ano passado, quando Donald Trump iniciou seu segundo mandato. O governo americano acusou o Brasil de atrasar a concessão do agrément, o que levou Washington a revogar o visto da embaixadora brasileira. O Departamento de Estado classificou a medida como recíproca.
A indicação de Perez se tornou foco de tensão. Enquanto políticos americanos defenderam a nomeação, citando o tempo de vacância do posto, o lado brasileiro justificou o impasse pelo rompimento do rito diplomático tradicional. Interlocutores do governo brasileiro afirmaram que havia preocupação de que a indicação pudesse pressionar o processo eleitoral nacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a restrição ao visto da diplomata brasileira, classificando-a como “atitude irresponsável” e “impensada”. O governo brasileiro avalia que não há motivo para retirar a embaixadora de Washington neste momento, visando evitar a ampliação da crise bilateral.

