O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um relatório sigiloso. O documento alerta para uma escalada violenta na campanha eleitoral. O pedido, endereçado ao presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, solicita providências do tribunal.
O relatório de segurança anexado ao pedido detalha conteúdos de risco identificados em postagens nas redes sociais. A equipe de monitoramento acompanhou, entre cinco e quatorze de agosto, dois mil quatrocentos e sessenta e três mensagens de risco direcionadas ao senador. Os analistas classificaram os materiais em quatro níveis: crítico, alto, moderado e baixo.
Os dados indicam que trinta e seis vírgula cinco por cento dos conteúdos eram classificados como ameaças explícitas, mirando a vida ou integridade física do candidato. Vinte e nove vírgula três por cento foram classificados como incitação à violência. Os vinte e oito vírgula cinco por cento restantes foram identificados como referências codificadas, que são alusões indiretas a ataques. Cinquenta e sete décimos por cento dos dados foram categorizados como planejamento ou oportunidade de ataque.
O documento também menciona um aumento significativo de situações de risco desde o início da pré-campanha. Flávio Bolsonaro afirma entender haver responsabilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o senador, o volume de postagens violentas cresceu após duas falas do outro candidato.


