O senador Flávio Bolsonaro não conseguiu registrar sua candidatura à Presidência da República de primeira, pois seu nome constou no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como filiado ao Missão. O Partido Liberal (PL) foi surpreendido com o registro indevido, que foi corrigido pelo presidente do TSE.
O TSE, por meio de Kassio Nunes Marques, determinou o restabelecimento da filiação do senador ao PL e o cancelamento do vínculo com o Missão. Horas depois, o PL conseguiu cadastrar a candidatura de Flávio com sucesso. O Missão, partido derivado do Movimento Brasil Livre (MBL), já tinha um candidato próprio, Renan Santos, para a chefia do Planalto.
O Missão informou em nota que tinha conhecimento de tentativas de filiar Flávio ao partido desde o início do mês de agosto. Uma primeira tentativa, ocorrida em dois de agosto, previa contribuição financeira de R$ 4.789,68. O partido alegou que houve disparidade entre o CPF usado no cadastro e o do título eleitoral do senador.
O TSE negou que a situação fosse resultado de ataque hacker, afirmando que o registro ocorreu por uso indevido da ferramenta por alguém com credenciais da legenda. A defesa do senador classificou o episódio como fraude inequívoca, citando possibilidades de roubo de senha ou acesso doloso ao sistema.
A Justiça Eleitoral também apurou uma tentativa de alteração de partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). Devido aos casos, o processamento de novas filiações partidárias foi suspenso para evitar novos episódios.


