Sete pacientes morreram durante o tratamento com polilaminina, um composto experimental desenvolvido pelo Laboratório Cristália em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os óbitos ocorreram entre os 106 indivíduos que receberam o produto, e a empresa afirmou que nenhum dos seis primeiros casos teve relação com a substância.
A polilaminina, uma proteína obtida da placenta humana, visa estimular a regeneração da medula espinhal, podendo recuperar parcialmente ou totalmente os movimentos, segundo pesquisadores da UFRJ. Os dados preliminares da Anvisa indicam que o uso do produto foi avaliado em lesões torácicas entre T2 e T10, com aplicação em até 72 horas, envolvendo pacientes com lesão total da medula.
O Laboratório Cristália informou que sua equipe de farmacovigilância investigou a causalidade dos seis primeiros óbitos e concluiu que não houve relação com o uso da Polilaminina. A causa do sétimo óbito ainda está sob investigação pela agência reguladora.
O projeto, liderado pela bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, é visto como uma iniciativa de neuroregeneração no Brasil e pode ser uma alternativa às células-tronco. O vice-presidente de P&D do Cristália defendeu a continuidade dos estudos, afirmando que o produto cumpre requisitos para ser considerado medicamento.

