A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) se manifestou contra a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica como resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos. O presidente-executivo da entidade, José Velloso, afirmou que a solução para o conflito deve ocorrer por meio do diálogo diplomático entre os governos e com empresários norte-americanos.
Velloso declarou, após reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que a diplomacia é o caminho para resolver o problema político. Segundo o dirigente, a Lei da Reciprocidade Econômica prevê etapas, como consulta pública aos setores afetados, e a maioria das empresas seria contrária à medida.
O governo brasileiro, por sua vez, tem focado em mitigar os impactos das tarifas americanas. As alternativas consideradas incluem a ampliação de linhas de crédito, ajustes no programa Brasil Soberano, a abertura de novos mercados e a possibilidade de edição de uma medida provisória para apoiar os setores atingidos.
A Abimaq prioriza a preservação do diálogo bilateral, visto que as tarifas americanas possuem motivação política. Velloso lembrou que representantes do setor privado dos Estados Unidos manifestaram apoio ao Brasil durante audiência pública realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).


