A gestão energética representa um dos custos mais elevados nas plantas de mineração, mas recebe pouca atenção operacional, segundo especialistas do setor. O problema é debatido na Exposibram, evento que ocorre em Belo Horizonte entre os dias 24 e 27 de agosto.
Amauri de Oliveira, Chairman & CTO da Metrum, disse que o desperdício energético não é visível como outras perdas de processo. Ele exemplificou que uma máquina pode consumir 100 unidades quando o ideal seria 70, e esse desvio não é detectado.
Um cenário comum, apontou Oliveira, ocorre em manutenções emergenciais. Quando um motor mais potente substitui o original por falta de peças, ele permanece em operação por meses, consumindo energia acima do necessário sem que haja identificação do excesso.
O executivo defende a criação de comitês internos focados em energia, atuando independentemente das equipes de manutenção e produção. Tais grupos deveriam usar medidores e cruzar dados de consumo com variáveis como clima e mudanças no processo produtivo, em vez de apenas analisar a conta mensal.
Oliveira também criticou a arquitetura de dados dos projetos, afirmando que menos de dez por cento dos dados de um sistema de energia são usados em relatórios de rotina. Para minerais de terras raras, processos eletrolíticos tornam a eficiência energética condição de viabilidade da operação.


