Executivos do setor de transporte marítimo alertaram que a proposta do presidente Donald Trump de cobrar uma taxa de 20% sobre navios que passam pelo Estreito de Ormuz pode reduzir o tráfego na via marítima vital. A medida surge enquanto o acordo de cessar-fogo temporário entre os EUA e o Irã se fragiliza após trocas de hostilidades.
A proposta de Trump sugere que embarcações comerciais paguem aos EUA como compensação pela garantia de segurança na travessia, abandonando o arranjo anterior de via livre de pedágio. A gigante Hapag-Lloyd declarou que cobrar taxas em águas internacionais é “fundamentalmente errado”, pois não se trata de infraestrutura como o Canal de Suez ou o Canal do Panamá.
O Conselho Marítimo Báltico e Internacional (BIMCO) afirmou que qualquer tarifa imposta pelos EUA constituirá um desincentivo adicional para a travessia. Jakob P. Larsen, diretor de proteção e segurança da BIMCO, disse que o aumento de custo só seria compensado por uma redução significativa da ameaça vinda do Irã.
O tráfego já mostra sinais de queda, com dados de uma empresa de análise indicando apenas 14 navios cruzando o estreito no domingo, comparado a 37 na semana anterior. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, ridicularizou o plano, afirmando que o Irã sempre foi o “GUARDIÃO do Estreito” e que 20% é excessivo.

