Setores produtivos de Goiás aguardam o avanço nas negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. A conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada nesta sexta-feira (21), visa reduzir tensões tarifárias entre os dois países.
A possibilidade de diálogo entre as nações reduz a incerteza que empresas e exportadores enfrentam. O Palácio do Planalto classificou o encontro, que durou cerca de 1 hora e 20 minutos, como cordial. Lula defendeu a retomada das tratativas bilaterais, alegando que as tarifas americanas prejudicam ambos os países. Trump concordou sobre a importância dos laços comerciais e propôs que equipes diplomáticas voltem a se reunir.
Para o economista Leonardo Ferraz, a abertura do diálogo é um sinal positivo porque diminui a insegurança gerada pelas tarifas. Ele afirmou que a previsibilidade é essencial para empresas decidirem sobre investimentos e produção. Uma eventual redução tarifária poderia restaurar a competitividade de produtos brasileiros no mercado norte-americano.
O agronegócio goiano acompanha as negociações de perto. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), os Estados Unidos são o segundo principal destino das exportações do setor, movimentando cerca de US$ 641 milhões, com crescimento de 130% nos últimos cinco anos. A Faeg avalia que a nova tarifa não trará impactos significativos no segundo semestre.
No comércio e serviços, Marcelo Baiocchi Carneiro, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO), disse que uma redução tarifária ajudaria o estado a ampliar a exportação de commodities. Ele avaliou que a manutenção das tensões comerciais prejudica a geração de riqueza e emprego.

