A varejista de fast-fashion Shein informou, nesta segunda-feira (31), que espera levantar US$ 1,7 bilhão em sua oferta pública inicial (IPO) na Bolsa de Hong Kong. A operação, prevista para terça-feira (1º), avalia a companhia em cerca de US$ 26,3 bilhões.
O preço das ações foi fixado em 48,56 dólares de Hong Kong (US$ 6,20), valor inferior ao teto de 49,50 dólares de Hong Kong (US$ 6,31) anunciado anteriormente. O montante é significativamente menor que os US$ 98,2 bilhões alcançados pela empresa em rodadas de financiamento privado no ano de 2022.
A decisão de realizar a estreia no mercado asiático ocorre após dificuldades regulatórias prejudicarem planos de abrir o capital em Nova York e Londres. A empresa, fundada na China em 2012 e atualmente sediada em Cingapura, recebeu a aprovação de Pequim em julho para a operação.
Os recursos captados serão destinados ao aprimoramento de capacidades tecnológicas e ao fortalecimento da presença internacional da marca. A companhia opera em mais de 150 países com uma cadeia de comércio eletrônico voltada ao público jovem.
A maior parte das fábricas da Shein está na China, aproveitando a indústria têxtil de baixo custo para desenvolver produtos com rapidez e rotatividade de coleções. O modelo de negócio, no entanto, enfrenta críticas pelo impacto ambiental e pelo incentivo ao consumo excessivo.
O setor têxtil é responsável por quase 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, ponto central nas discussões sobre a poluição e a geração de resíduos causada pelo modelo de produção da varejista.

