O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (ASSIBGE) anunciou a paralisação em três unidades do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira, dia 17 de agosto de 2026. A greve, que inclui a Superintendência do Rio de Janeiro (SES-RJ), visa proteger a autonomia técnica do órgão e criticar decisões da gestão.
Os trabalhadores alegam que a paralisação decorre de uma relação conflituosa com a gestão de Márcio Pochmann. Segundo a ASSIBGE, as decisões adotadas seriam unilaterais e autocráticas em assuntos sensíveis ao Instituto. O movimento busca impedir interferências no cálculo de índices, garantindo a isenção estatística.
A categoria criticou também o uso de dados de grandes empresas de tecnologia em substituição à coleta tradicional, o que, segundo o sindicato, coloca em risco a credibilidade do órgão. Além disso, foram citadas questões como a criação de uma fundação pública de direito privado e o contrato de R$ 80 milhões com a Serpro para serviços de nuvem.
O balanço do sindicato aponta que, além das unidades em greve na Bahia, sede e SES-RJ, há núcleos em estado de mobilização em Mato Grosso, Pará, Sergipe, Piauí e outros locais. A ASSIBGE afirmou que, até o momento, não há indícios de atraso na divulgação dos indicadores econômicos.


