A Sociedade Rural Brasileira (SRB) manifestou preocupação com iniciativas que impõem restrições ao uso de antimicrobianos na bovinocultura sem critérios técnicos. A entidade pede que o Brasil atenda às exigências sanitárias de cada mercado de forma específica, evitando restrições nacionais que comprometam a competitividade da cadeia produtiva.
A SRB lembrou que a União Europeia definiu um cronograma para novas exigências sobre o uso de antimicrobianos na produção animal, com entrada em vigor em 3 de setembro de 2026. Segundo a entidade, o prazo permitia planejamento, mas as adaptações não avançaram no tempo adequado. A associação afirmou que eventuais soluções não devem provocar mudanças amplas na legislação brasileira nem transferir ao pecuarista o custo de uma adequação voltada exclusivamente ao mercado europeu.
A entidade defendeu a separação entre rastreabilidade da produção e o uso de antimicrobianos. A SRB explica que a rastreabilidade pode ser aprimorada com sistemas como SISBOV e GTA, enquanto os antimicrobianos são utilizados há décadas para garantir a eficiência produtiva. A organização também reforçou que o Brasil deve focar na abertura de mercados estratégicos.
A China, principal destino da carne bovina brasileira, importou quase 1,7 milhão de toneladas em 2025, gerando US$ 8,8 bilhões. A SRB citou o Japão como mercado estratégico, destacando que o reconhecimento sanitário brasileiro fortalece a credibilidade nacional. A defesa da entidade é priorizar mercados de maior valor agregado sem prejudicar a pecuária nacional.


