A sonda Venera 13, enviada na década de 1980, sobreviveu ao ambiente hostil de Vênus e transmitiu dados por 127 minutos. O módulo pousou no planeta em 1º de março de 1982, enfrentando temperaturas de 465°C e pressão 89 vezes maior que a da Terra.
Os engenheiros soviéticos limitaram a vida útil da sonda a 32 minutos. Para suportar o ambiente extraterrestre, os instrumentos foram colocados em uma estrutura pressurizada de titânio, coberta por isolamento térmico. A cápsula se separou do foguete e entrou na atmosfera densa do planeta, onde um escudo térmico absorveu o atrito inicial.
A missão registrou fragmentos rochosos e um céu marrom-alaranjado. A sonda também perfurou o terreno, e a análise do material recolhido indicou uma composição semelhante ao basalto alcalino encontrado na Terra. O Programa Espacial Soviético tentou registrar Vênus em cores, mas essa missão não foi bem-sucedida.
Vênus, conhecida como Estrela da Manhã, ainda não recebe uma sonda com durabilidade superior a poucas horas na superfície, devido às condições extremas. Mais tarde, as sondas Venera 14 e Vega 2 completaram levantamentos em pontos diferentes do planeta.

