A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) adota a denominação Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP) desde maio de 2026. A mudança reconhece que a condição afeta o metabolismo e os hormônios, e não se restringe aos ovários. A adoção do novo termo será gradual, com conclusão prevista para 2028.
A alteração na nomenclatura reflete uma mudança científica na compreensão da doença. O novo termo deixa claro que a síndrome envolve fatores hormonais, metabólicos, reprodutivos e psicológicos, e não depende da presença de cistos para o diagnóstico. A endocrinologista Renata Bussuan, coordenadora nacional da pós-graduação em Endocrinologia da Afya Educação Médica, disse que o nome antigo causava diagnósticos tardios e interpretações erradas sobre a doença.
A SOMP gera reflexos em todo o corpo. Além das alterações no ciclo menstrual, a condição pode causar acne, excesso de pelos, resistência à insulina, hipertensão e diabetes tipo dois. A especialista ressaltou que o acompanhamento deve ser contínuo, mesmo quando a mulher não busca gestação.
Estima-se que cerca de 70% das mulheres com a síndrome desconheçam o diagnóstico. Milena Duarte, professora na Afya Marabá, reforçou que o diagnóstico clínico é crucial, citando os critérios de Rotterdam. Ela explicou que o alerta deve ser acionado por irregularidades menstruais ou hiperandrogenismo, mesmo com exames de imagem normais.
O tratamento adequado exige uma abordagem integrada. Ginecologistas e endocrinologistas trabalham com nutricionistas, psicólogos e dermatologistas. Dra. Renata afirmou que a síndrome tem componentes genéticos e metabólicos, e não é resultado de falta de vontade da paciente.

