A SpaceX, negociada a US$ 119,85, enfrenta ceticismo de analistas focados em avaliação, após perder 35,22% no último mês. O crescimento de receita, ancorado pelo Starlink, sustenta uma narrativa de expansão, mas o preço atual levanta dúvidas sobre a sustentabilidade dos fundamentos.
A empresa opera o único negócio de lançamentos orbitais de alta cadência em escala. A receita cresceu de US$ 10,387 bilhões no ano fiscal de 2023 para US$ 18,674 bilhões no ano fiscal de 2025, atingindo US$ 19,3 bilhões nos últimos doze meses. O consenso de venda sugere um potencial de alta de 100,28%, com 7 recomendações de compra entre 11 analistas que cobrem a ação.
Contudo, a avaliação é questionada. Um analista da Morningstar, Nicolas Owens, estabeleceu o valor justo em US$ 62,00. A empresa registrou prejuízo líquido de US$ 4,937 bilhões no ano fiscal de 2025, e o custo de P&D, de US$ 8,64 bilhões, financia o desenvolvimento do Starship. O preço atual implica um índice preço-venda de 84,63.
Os otimistas defendem que o investimento em P&D separará a SpaceX da concorrência. Os pessimistas apontam que o prejuízo líquido cresceu significativamente em 2026, e que o múltiplo atual só seria justificado por uma plataforma madura e lucrativa. O catalisador decisivo para o mercado são as margens trimestrais do Starlink.

