O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, da Nasa, foi lançado neste domingo (30), às 7h26, em Cabo Canaveral, na Flórida. A espaçonave, de US$ 4,3 bilhões, subiu a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, com a missão de investigar a energia escura, a matéria escura e a existência de exoplanetas.
O equipamento seguirá para uma órbita situada a cerca de 1,6 milhão de quilômetros da Terra. A previsão é que as observações do céu comecem em dezembro, após três meses de testes nos instrumentos. Se o cronograma for mantido, as primeiras imagens captadas devem chegar em 2027.
O Roman foi projetado para catalogar como a matéria e a energia escuras moldam galáxias e estrelas distantes. Segundo Kristen McQuinn, chefe do escritório da missão no Space Telescope Science Institute, o telescópio tem a capacidade de medir essa força misteriosa desde o início do universo e pode revelar lacunas na compreensão atual da física.
A espaçonave também buscará mundos semelhantes à Terra orbitando outras estrelas. Para isso, conta com um coronógrafo, instrumento que bloqueia a luz estelar para permitir a fotografia de exoplanetas tênues. Diferente do Hubble, o Roman captará imagens principalmente no infravermelho.
O projeto homenageia Nancy Grace Roman, primeira astrônoma-chefe da Nasa e primeira mulher em cargo executivo na agência. O novo telescópio possui um campo de visão 100 vezes maior que o do Hubble e consegue mapear o céu cerca de mil vezes mais rápido que o antecessor.
O desenvolvimento do instrumento, iniciado no começo da década de 2010, enfrentou instabilidades orçamentárias. Em 2018, o primeiro governo Trump tentou cancelar a missão, mas a medida foi barrada pelo Congresso. Em 2025, uma proposta preliminar de orçamento do presidente Donald Trump também excluiu a verba, embora o montante tenha sido incluído na proposta final.


