O Supremo Tribunal Federal não realizou nesta quarta-feira (19/08) o julgamento sobre a escolha do governador do Rio de Janeiro para um mandato interino. A decisão pendente define se o cargo será ocupado por eleição direta ou por voto dos deputados estaduais.
A análise da sucessão estadual estava prevista para a sessão, mas não entrou na pauta do tribunal. O processo foi retomado em 30 de junho, após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que solicitou mais tempo para estudar o caso e a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a inelegibilidade de Cláudio Castro.
Até o momento, o placar no STF é de quatro a um pela eleição indireta, defendida por Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia. Cristiano Zanin é o único ministro que defende a realização de uma eleição direta. Os demais cinco ministros ainda não apresentaram voto.
Enquanto o formato eleitoral não é definido, o Rio de Janeiro segue sob comando interino do presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto. A situação surgiu após uma sequência de mudanças na linha sucessória, incluindo a renúncia de Cláudio Castro e a saída do vice-governador Thiago Pampolha.
A discussão no Supremo envolve ações protocoladas pelo PSD, que argumenta que a saída do ex-governador configurou manobra para manter o grupo político no poder por meio de eleição indireta.

