O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou o bloqueio de bens e valores do presidente nacional do PL, até o limite de R$ 119,2 milhões. A decisão também suspendeu a execução de 21 emendas parlamentares investigadas pela Polícia Federal, apurando suspeita de direcionamento de recursos públicos.
A investigação apura que o líder do PL teria atuado no direcionamento de verbas, mesmo sem mandato no Congresso. Segundo a PF, planilhas e mensagens apreendidas com uma servidora da Câmara indicam uma estrutura paralela de decisão sobre a destinação dos recursos. O ministro Dino afirmou que há indícios de que o líder do PL “parece ter atuado, até muito recentemente, como mandante do redirecionamento de valores públicos”.
As emendas, que teriam sido de interesse do líder do PL, foram formalmente registradas em nome de deputados federais como solicitantes. Para a PF, esse mecanismo visou dar aparência de legalidade às indicações feitas por uma pessoa sem mandato. O valor total das 21 emendas investigadas é de R$ 119,2 milhões, abrangendo o período entre junho de 2024 e março de 2026.
O bloqueio, de caráter cautelar, busca assegurar recursos para eventual ressarcimento ao erário. A ordem pode atingir contas bancárias, veículos e imóveis do líder do PL. A Câmara, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) devem comprovar as providências adotadas em dez dias.

