O Supremo Tribunal Federal (STF) pode adiar a definição do modelo de eleição para o mandato tampão do governador do Rio de Janeiro. Ministros ouvidos reservadamente indicaram a possibilidade de um novo pedido de vista, o que levaria o desfecho para depois das eleições regulares de outubro.
A expectativa de adiamento cresce à medida que se aproxima a retomada do julgamento, marcada para quarta-feira, dia 19. A interrupção do processo, que ocorreu em abril por solicitação de vista de um ministro, devolveu o caso à pauta apenas em julho.
A postergação amplia o período do governador interino. Não há condições para organizar uma eleição suplementar ou indireta antes do primeiro turno, que ocorrerá em quatro de outubro. Qualquer decisão tomada agora ocorreria após o prazo das convenções partidárias, que já definiram os candidatos para a disputa estadual.
Ministros como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes seriam citados como possíveis responsáveis pela próxima interrupção. O julgamento envolve divergências sobre entregar o comando do Estado a um governador eleito indiretamente pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
A origem do caso é uma ação movida pelo PSD, partido do atual candidato ao governo estadual. A movimentação por novo pedido de vista é vista como estratégia dos ministros, diante da falta dos seis votos necessários para formar maioria.


