O Supremo Tribunal Federal tornou Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, e o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto réus. A Primeira Turma da Corte recebeu a denúncia por unanimidade, em julgamento virtual encerrado na quarta-feira (19/08). O processo investiga o suposto vazamento de dados da Operação Zargun, realizada em setembro de 2025.
A investigação da Polícia Federal aponta que a divulgação de informações permitiu que o ex-deputado estadual se antecipasse à ação policial e retirasse bens de sua residência. A PF atribui a Bacellar e Macário participação no repasse do sigilo. Na época da operação, Macário era relator de investigações no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).
A acusação sustenta que Macário e Bacellar se encontraram em dois de setembro, véspera da ação. Mensagens telefônicas do ex-presidente da Alerj indicam que ele teria avisado um assessor sobre o jantar com o magistrado naquela data. O voto que recebeu a denúncia registrou que Bacellar teria admitido conversar com o ex-deputado sobre a operação na sede da Alerj.
As defesas contestam a acusação. O advogado de Macário alegou que o ex-deputado já havia retirado pertences às 15h do dia dois de setembro, antes do suposto encontro. O defensor de Bacellar argumentou que o ex-deputado já sabia ser alvo da operação antes de qualquer contato com o então presidente da Alerj.


