Dois veículos principais oferecem exposição ao Bitcoin para investidores sem necessidade de carteira: fundos que detêm a criptomoeda ou ações de empresas que a adquirem. Em 2026, o fundo IBIT da BlackRock reteve melhor o valor do investidor, enquanto as ações da Strategy (MSTR) registraram perdas maiores.
A Strategy (MSTR) opera como um ativo de “Bitcoin amplificado”, o que significa que seu movimento acompanha a criptomoeda com maior intensidade. Contudo, em 2026, essa amplificação prejudicou os detentores. A ação da MSTR fechou em US$ 100,01 em 7 de agosto, registrando queda de cerca de 34% no ano. Em contraste, o fundo IBIT da BlackRock, que apenas detém o Bitcoin e cobra 0,25% anuais, caiu 26% no período.
A diferença de desempenho se deve à estrutura de cada ativo. A MSTR possui 842.138 Bitcoins, avaliados em US$ 58,6 bilhões, mas o valor total da empresa é de US$ 38,8 bilhões. Essa estrutura amplificada implica que os acionistas arcam com perdas maiores quando o preço do Bitcoin cai. Além disso, a MSTR possui dívidas e obrigações anuais que oneram a companhia.
O IBIT, por sua vez, reflete o preço do Bitcoin, que caiu cerca de 43,9% desde agosto do ano anterior. Os investidores do IBIT perderam o valor que o Bitcoin perdeu. Já os acionistas da MSTR perderam mais, pois a queda do preço da criptomoeda foi agravada pela desvalorização do prêmio de mercado da empresa, que caiu de mais de 2x para 1,07x o valor do Bitcoin contido.

