Mulheres diagnosticadas com câncer de mama que trocam tratamentos convencionais por terapias alternativas apresentam menor sobrevida. A conclusão deriva de um estudo que analisou dados de mais de 2,1 milhões de pacientes nos Estados Unidos entre 2011 e 2021.
O estudo utilizou informações do National Cancer Database (NCDB) e comparou desfechos de pacientes submetidas a cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, imunoterapia e terapias-alvo com aquelas que usaram apenas práticas alternativas ou nenhuma intervenção.
As abordagens alternativas consideradas incluem protocolos alimentares não comprovados e suplementos sem respaldo científico. Pacientes que recorreram somente a essas práticas tiveram risco de morte mais de três vezes superior às que seguiram o tratamento oncológico padrão.
A oncologista Heloísa Veasey Rodrigues, do Einstein Hospital Israelita, explicou que a troca de tratamentos testados por práticas sem eficácia comprovada piora a sobrevida. Ela afirmou que essas abordagens frequentemente causam atraso ou interrupção de tratamentos essenciais.
A especialista ressaltou que práticas reconhecidas, como acupuntura, mindfulness e exercícios supervisionados, devem atuar como apoio ao tratamento, nunca em substituição. A integração dessas terapias ao plano médico é considerada a forma mais segura de manejo de sintomas.

