A cidade de Sumaré, em São Paulo, concentra metade dos casos de esporotricose humana registrados na região de Campinas em 2026. Três das seis infecções confirmadas neste ano ocorreram no município, conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde.
A esporotricose é uma doença fúngica transmitida, principalmente, por gatos. O contágio em humanos ocorre por meio de arranhões, mordidas ou contato direto com feridas de felinos infectados. A médica veterinária Vivían Quito explicou que o fungo vive no solo, em madeiras e plantas, mas se aloja nas unhas dos animais.
A veterinária afirmou que gatos com acesso à rua são os mais vulneráveis à contaminação, apresentando sinais como feridas que não cicatrizam, especialmente no focinho, orelhas, patas e rabo. Em Sumaré, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Elane Granja, atribuiu a alta de casos à falta de informação, alertando que muitas pessoas ignoram lesões em animais.
Nos seres humanos, a infecção começa com vermelhidão e pequenas lesões na pele. Se não for tratada, a doença evolui para feridas maiores e pode atingir outros órgãos. O tratamento medicamentoso dura de três a seis meses. Especialistas recomendam procurar um posto de saúde em caso de sintomas e levar o felino ao veterinário.


