O fenômeno El Niño deve se intensificar nos próximos meses, aumentando o risco de seca em várias áreas globais. O Corredor Seco da América Central é uma região preocupante, onde a irregularidade das chuvas pode reduzir a produção de alimentos, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
A região, que abrange países como Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala, possui cerca de 10,5 milhões de habitantes. Cerca de sessenta por cento dessa população vive em situação de pobreza. Mais de dois milhões de famílias dependem da agricultura de subsistência, setor que representa cerca de sete por cento do Produto Interno Bruto (PIB) local.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) aponta que, entre julho e setembro, a temperatura média do Oceano Pacífico central pode ficar cerca de 2 °C acima do normal. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) prevê mais de noventa por cento de chance de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro.
A FAO informa que a América Central e o Caribe têm setenta por cento de chance de registrar chuvas abaixo do normal. O Programa Mundial de Alimentos (PMA) alerta que 1,4 milhão de pessoas na área necessitam de ajuda urgente para acesso a alimentos, após cinco anos seguidos de chuvas irregulares.

