A previsão indica um episódio muito forte de El Niño, classificado como Super El Niño, com mais de noventa por cento de probabilidade, segundo a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA). O fenômeno pode gerar efeitos devastadores no Brasil e no mundo.
O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, já foi responsável por tragédias em outras ocasiões. Cientistas do NOAA afirmam que os efeitos do El Niño serão sentidos mesmo após o pico, previsto para dezembro.
As projeções para o Brasil apontam para temperaturas acima da média, onda de calor intensa e tempo seco, com risco de queimadas, especialmente em Roraima. Já no Sul do país, o Rio Grande do Sul, há risco de chuvas intensas, enchentes e deslizamentos, com previsão de mais de 470 mm de água até 24 de setembro.
O impacto se estende à economia global. A alteração climática provoca escassez de alimentos e elevação de preços. A última vez que o Pacífico atingiu o patamar de Super El Niño foi em 2023, mas em 2026 o aquecimento atingiu esse nível antes do esperado.


