As ações da Super Micro Computer (SMCI) caíram 51,84% no último ano, situando-se 36% abaixo do máximo de 52 semanas de US$ 59,40. Apesar do desempenho negativo, analistas apontam valor emergente, com um preço-alvo de US$ 32,28 e recomendação de compra de 90%.
A queda recente da empresa é atribuída a dois fatores principais. O primeiro é o fluxo de caixa, que registrou um desembolso operacional de US$ 6,6 bilhões no terceiro trimestre do ano fiscal de 2026 (Q3 FY26), reduzindo as reservas de caixa em 49,12% em relação ao ano anterior. O segundo fator envolve uma revisão independente do conselho relacionada a questões de controle de exportação.
Em contrapartida, a empresa registrou crescimento significativo de receita no Q3 FY26, atingindo US$ 10,24 bilhões, um aumento de 122,68% em ano anterior. A margem bruta também se recuperou para 9,9% a partir de 6,3%. O CEO Charles Liang citou pedidos de US$ 13 bilhões em Blackwell Ultra, e a gestão elevou a previsão de receita para o ano fiscal de 2026 (FY26) para entre US$ 38,9 bilhões e US$ 40,4 bilhões.
Em comparação com concorrentes como a Dell Technologies, que negocia a 22 vezes os lucros, a SMCI apresenta um P/E de 18 vezes. No entanto, a margem bruta da Dell, de 20%, é superior à margem de 11,06% da SMCI. Analistas defendem que a recuperação de margens no Q3 FY26 e as projeções preliminares para o Q4, entre 15% e 17%, justificam o preço-alvo de US$ 32,28.

