O surto de Ebola na República Democrática do Congo registrou 2.325 mortes, conforme dados divulgados pelo governo no dia 16. O número supera o total de óbitos registrado entre 2018 e 2020, estabelecendo o evento como o mais mortal da história do país.
O Instituto de Saúde Pública do Congo informou que os casos confirmados alcançaram 4.945. Esse total inclui 101 novos casos detectados nas últimas vinte e quatro horas. Este é o décimo sétimo surto do país e já é o maior em número de casos desde o fim de julho.
A taxa de letalidade aumentou de cerca de 20% no início de junho para 46%. Especialistas afirmam que esse aumento reflete falhas na vigilância e no acesso aos cuidados médicos, e não necessariamente uma mudança na letalidade do vírus. A variante Bundibugyo, responsável pelo surto atual, não possui tratamento aprovado.
Desde que o surto foi declarado em 15 de maio, a progressão da doença enfrenta obstáculos. A fragilidade da infraestrutura de saúde, a resistência da comunidade e a instabilidade política no país dificultam o controle. O surto se expandiu para Uganda, mas autoridades locais limitaram os casos a vinte e as mortes a duas antes de encerrar o evento no mês passado.


