O surto de Ebola na República Democrática do Congo registrou 2.325 mortes, conforme dados divulgados pelo governo neste domingo (16). Este número supera os casos de 2018-2020 e marca o surto mais mortal na história do país, segundo o Instituto de Saúde Pública do Congo.
Os casos confirmados subiram para 4.945, com 101 novos registros nas últimas 24 horas, informou o Instituto. O surto, o dezessétimo no Congo, já havia sido o maior em número de casos no final de julho, ultrapassando os 2.299 mortos do período anterior.
A taxa de letalidade subiu de cerca de 20% no início de junho para 46%, de acordo com o governo. Especialistas apontam que essa elevação não significa maior letalidade do vírus, mas sim falhas na vigilância e no acesso aos cuidados médicos.
Thomas Parisch, especialista em saúde pública da organização Médicos Sem Fronteiras, declarou que a tendência mostra casos detectados tarde, quando o tratamento tem menor chance de sucesso. O vírus, da espécie Bundibugyo, não possui vacinas ou tratamentos aprovados.
O surto se espalhou para Uganda, mas autoridades locais limitaram as mortes a duas e os casos a 20 antes de encerrar a situação no país vizinho no mês passado.


