O governador Tarcísio de Freitas defendeu o aumento do efetivo policial e o uso de tecnologia para combater o crime organizado em São Paulo. Durante sabatina na manhã desta quinta-feira (20), ele defendeu o acionamento manual de câmeras em farda, comparando a prática a modelos usados em Paris.
O programa de câmeras corporais da Polícia Militar de São Paulo, pioneiro no país, gerou disputa política na gestão estadual. No pleito de 2022, Tarcísio de Freitas defendia a retirada dos equipamentos, alegando que limitavam a ação das forças de segurança.
Mais tarde, o discurso mudou. No governo atual, a diretriz do programa foi reformulada. Novos editais de licitação substituíram a gravação ininterrupta por dispositivos com acionamento manual ou remoto, condicionado ao início de ocorrências.
Entidades de direitos humanos e órgãos de controle, como o Ministério Público e a Defensoria Pública, questionam a perda de transparência. Contudo, a Secretaria de Segurança Pública afirma que as novas especificações otimizam a gestão de dados e preservam a autonomia policial.
Nos levantamentos da Quaest, divulgados no fim do mês passado, Tarcísio lidera as intenções de votos com 41%, contra 26% de Haddad. Os outros três candidatos somam cinco pontos, o que pode permitir a resolução em primeiro turno, segundo a pesquisa.

