O primeiro debate entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad, realizado no domingo (9), estabeleceu os eixos de campanha para as eleições de 2026 em São Paulo. Os dois candidatos debateram temas como segurança pública, privatizações e a situação econômica do estado, definindo as estratégias para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Haddad iniciou o confronto apresentando dados sobre feminicídio e suspeitas de envolvimento de integrantes da cúpula da Polícia Militar com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O petista focou na segurança pública como bandeira, ao mesmo tempo em que questionou a queda no ranking de educação e as privatizações promovidas pelo governo de Tarcísio de Freitas. Tarcísio, por sua vez, utilizou números e obras de seu mandato, citando o alegado “fim da Cracolândia” em Santa Ifigênia, no centro de São Paulo, e fez críticas à política econômica nacional.
No segundo ponto de confronto, Haddad questionou a venda da Sabesp para a Equatorial, alegando que a companhia enfrenta aumento de mais de 70% nas reclamações por falta de água. Tarcísio defendeu a construção de “escolas do futuro”, afirmando que a gestão não realiza privatizações sem planejamento. Além disso, o debate refletiu a divisão territorial das campanhas, com Haddad buscando o interior paulista e Tarcísio consolidando o voto na capital.
Em pautas nacionais, Tarcísio argumentou que os déficits públicos colocam o país em risco, comparando a situação a períodos de recessão. Haddad rebateu, criticando o que classificou como um “calote” do governo anterior aos governadores e mencionando bandeiras do governo Lula, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A disputa, que teve um ritmo de segundo turno, mostrou Tarcísio com melhor controle do tempo de fala.


