Economistas do Itaú Unibanco avaliam que os impactos da nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros serão mais limitados do que o temido. A medida, anunciada no início de julho, será suavizada por exceções e pela capacidade do país de redirecionar suas exportações para outros mercados.
Apesar da nova tarifa, que coloca o Brasil entre os países mais afetados, segundo a iniciativa Global Trade Alert, a análise aponta que o efeito direto sobre a atividade e a inflação será reduzido. A economista Julia Gottlieb informou que, ao considerar possíveis sobretaxas adicionais, a tarifa efetiva média ficaria em torno de 20%, patamar inferior aos cerca de 30% observados no segundo semestre de 2025.
Segundo o economista Pedro Schneider, o Brasil possui capacidade de realocar fluxos de exportação, o que impediu queda na quantidade exportada no período anterior. O Itaú Unibanco projeta um crescimento econômico mais moderado no segundo semestre, com o IPCA previsto em 5,4% para 2026.
A instituição também avalia que o Federal Reserve deve elevar os juros em setembro e outubro, o que tende a fortalecer o dólar. No cenário doméstico, há sinais incipientes de estabilização no mercado de trabalho, mas a projeção de juros básicos indica uma queda de 0,25 ponto percentual, atingindo 14% até o fim do ano.


