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Economia

Taxas do Tesouro Direto recuam com dados econômicos e câmbio

Carla Fernandes
Última atualização: 18 de agosto de 2026 17:05
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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As taxas dos títulos do Tesouro Direto diminuíram na segunda-feira, dia 17, após a divulgação de um Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) inferior ao projetado e devido à valorização do real frente ao dólar.

O indicador de atividade econômica do Banco Central registrou queda de 0,6% em junho. Este número superou a expectativa de queda de 0,53% apontada em pesquisa de agência internacional. O índice, contudo, indicou expansão de 0,2% no segundo trimestre.

Os títulos prefixados apresentaram recuo. O Prefixado 2029 caiu de 14,42% na sexta-feira para 14,34% às 15h35. O Prefixado 2032 registrou queda de 14,81% para 14,73%. No segmento de inflação, o movimento foi de queda em todos os vencimentos, como o IPCA+ 2032, que recuou de 8,17% para 8,15%.

O Boletim Focus manteve a projeção de Selic em 13,75% ao ano para o final de 2026. A estimativa de IPCA permaneceu estável em 5,02%. Para o ano de 2027, contudo, a projeção de inflação subiu para 4,24%, marcando a quarta alta consecutiva para aquele ano.

Economistas apontam fatores externos e internos. Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, afirmou que o real ganhou força devido à fraqueza global do dólar. Gustavo Danilo, especialista de renda fixa da Manchester Investimentos, detalhou que o IBC-Br impactou mais os vencimentos curtos, embora os mais longos mantenham inclinação devido ao risco fiscal.

TAGGED:IBC-BrInflaçãorealSelicTaxas de jurosTesouro Direto
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