As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DI) subiram em toda a curva nesta sexta-feira. A sessão foi marcada por maior aversão a risco nos mercados domésticos e pela saída de capital estrangeiro, impulsionada por temores relacionados ao cenário eleitoral brasileiro.
A alta nas taxas ocorreu também devido à escalada de tensões no Oriente Médio, que aumentou a cautela nos mercados globais, somada a dados econômicos dos Estados Unidos. A taxa do DI para janeiro de dois mil vinte e oito fechou em 13,995%, um aumento de 6,0 pontos-base em relação ao ajuste da véspera, que era de 13,935%.
O rendimento do Treasury de dez anos, referência global, fechou com alta de 4,4 pontos-base, atingindo 4,6922%. Os Estados Unidos informaram que podem manter bloqueio naval contra o Irã e aumentar a pressão econômica sobre o país, enquanto as negociações de cessar-fogo permanecem paralisadas.
Enquanto isso, as expectativas de alta de juros nos EUA em setembro diminuíram após a divulgação de dados benignos de inflação. Apesar disso, o aumento das tensões no Oriente Médio continuou a afetar o humor dos investidores, influenciando os futuros do petróleo Brent.


