As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) registraram queda na segunda-feira, enquanto investidores avaliavam o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br). Os dados do Banco Central mostraram expansão de 0,2% no segundo trimestre de 2026, indicando potencial para ajustes na política monetária.
A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 13,99%, reduzindo o patamar de 14,035% registrado na sessão anterior. A ponta longa da curva a termo, referente a janeiro de 2035, ficou em 14,745%, contra 14,749% no dia anterior. O IBC-Br, sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou essa expansão apesar de uma retração de 0,6% em junho, segundo dados dessazonalizados.
O levantamento Focus, divulgado antes da abertura do mercado, ajustou as projeções de analistas. A expectativa para o IPCA em 2027 subiu para 4,24%, enquanto a projeção para o ano corrente permaneceu em 5,02%. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou em conferência que o ciclo monetário atual é explicado por questões internas brasileiras, com demanda crescendo mais que a oferta no país.
Em paralelo, o noticiário político ganhou destaque com o início da campanha oficial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou sua campanha à reeleição, enquanto o senador Flávio Bolsonaro prometeu cortes nas contas públicas. Pesquisa BTG/Nexus mostrou que Lula e Flávio seguem em empate técnico nas intenções de voto para um eventual segundo turno.


