O Tribunal de Contas da União encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral uma lista contendo 57 candidatos com contas julgadas irregulares. O levantamento, cruzado com o banco de dados eleitorais, visa orientar o julgamento dos pedidos de registro de candidatura para as eleições de 2026.
O órgão de controle elaborou o levantamento após cruzar a relação oficial do TCU com os dados eleitorais. O grupo de postulantes com pendências financeiras inclui 33 candidatos a deputado estadual, 21 a deputado federal, um a governador e dois suplentes ao Senado. A inclusão na lista do TCU não gera inelegibilidade automática.
As apurações abrangem desde falhas formais na prestação de contas até casos de superfaturamento e falta de comprovação no uso de recursos federais. Um dos casos mais notórios envolve um candidato a deputado federal, que responde a oito tomadas de contas especiais por episódios em sua gestão.
Em outro registro, um candidato a deputado estadual na Bahia teve contas rejeitadas. A rejeição ocorreu por falta de comprovação do destino de R$ 630,8 mil do Programa Nacional de Alimentação Escolar em 2015. Outro caso no estado baiano aponta superfaturamento no transporte escolar de Alagoinhas em 2014, com débito atualizado em R$ 721,4 mil.
O Tribunal de Contas analisa a gestão das verbas públicas, enquanto a Justiça Eleitoral avalia se os ilícitos configuram insanáveis ou se preenchem as exigências da Lei da Ficha Limpa.


