Nesta quarta-feira (12), o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), suspendeu um contrato de R$ 1,06 bilhão vencido por um consórcio ligado à família de Bruno Dantas.
O contrato previa a exploração de uma área de 242 mil metros quadrados no Porto de Santos (SP) durante 20 anos. Nardes ordenou que a Autoridade Portuária de Santos (APS) interrompa todas as ações decorrentes do edital e os atos posteriores.
O ministro apontou “graves indícios de irregularidades” e risco de prejuízo ao interesse público. Segundo Nardes, a continuidade do contrato poderia criar direitos de difícil reversão e bloquear, por décadas, uma área estratégica para a expansão da capacidade operacional e ferroviária do porto.
A representação sobre o contrato foi apresentada ao TCU por diversos parlamentares, incluindo senadores e deputados federais. Uma das principais questões levantadas é a classificação do terreno como não destinado às operações portuárias.

