A tecnologia pode integrar informações de saúde fragmentadas, promovendo um cuidado mais coordenado. A discussão ocorre no Conecta Saúde 2026, evento organizado pelo SESI, Conselho Nacional do SESI e FIESP, que visa melhorar a jornada do paciente.
O evento, marcado para o dia 1º de setembro, aborda a necessidade de fazer com que dados, tecnologia e atendimento trabalhem juntos. Paulo Mol, diretor-superintendente do SESI, afirmou que conectar pessoas, profissionais e informações reduz a fragmentação da assistência. O foco é colocar o indivíduo no centro do cuidado, um tema já debatido pelo Movimento Empresarial pela Saúde.
Emmanuel Lacerda, superintendente de Saúde do SESI, explicou que o objetivo é mudar o foco do cuidado pontual para a visão integral do trabalhador. Ele detalhou que a integração de dados permite que as empresas priorizem a prevenção, identificando fatores de risco em populações. Essa lógica se aplica a condições crônicas, como obesidade e diabetes, e também à saúde mental.
Para que os dados sejam úteis, é essencial a interoperabilidade entre sistemas, permitindo que plataformas distintas compartilhem histórico do paciente. Isso possibilita decisões mais individualizadas, reduz custos e torna a jornada mais eficiente. A inteligência artificial atua como ferramenta de apoio, e não substituto do profissional.
Fausto Junior, presidente do Conselho Nacional do SESI, destacou que a transformação digital, chamada de saúde figital, pode ampliar o acesso a serviços especializados em regiões de difícil alcance. Ele defendeu que o paciente deve ter seu prontuário disponível em qualquer rede de saúde, dependendo de investimentos e autorização do próprio paciente.


